Crônica: Como criar regras para a IA

Arnaldo Niskier - 2026-07-03

A India, como país, entendeu que deveria dar toda prioridade à discussão sobre o relevo da inteligência artificial. Criou um processo nacional, em que todos estão envolvidos na tarefa de  criar regras para a IA. O Brasil, nessa comparação, está bem atrasado.

O País asiático exporta 274 bilhões de dólares em tecnologia. Por isso mesmo o Brasil hoje olha com maior cuidado para a India, que cresce objetivamente. A economia indiana chegou ao dobro da nossa. Está formando 1,3 milhão de engenharia, enquanto em nosso país o número dos que se formam está diminuindo. A India cresce 7% ao ano, enquanto o Brasil não passa de 2%. O País asiático acredita que a IA é um caminho sem volta para a expansão econômica, Chegou até a criar um Ministério da Tecnologia da Informação. Sabe que no futuro essa tecnologia terá um papel central. Enquanto isso, nós estamos preocupados com a expansão do sistema, com base em três princípios: confiança: colocar as pessoas em primeiro lugar e inovação acima de restrições. De todo modo, o Brasil está de olho no que faz a India.

Estudos mostram que a IA avança como ferramenta. Aumenta o número de artigos científicos, de acordo com universidades norte-americanas. Autores que utilizaram programas de IA ampliaram sua produção em cerca de 36% em relação ao patamar anterior ao advento do ChatGPT, em 2023. O inglês é a língua franca do mundo científico. Registro-se um aumento considerável no meio desses pesquisadores que agora utilizam a IA para consolidar os seus conhecimentos. Além de avolumar a produção de pesquisadores, a IA generativa ajuda em tarefas de revisão. Acadêmicos de 111 países afirmam que utilizam a IA na revisão de manuscritos. De todo modo, sabe-se que suas ferramentas  podem fornecer alguma informação, mas se alguém for confiar apenas nela isso seria bastante prejudicial.